Longe dos holofotes desde a temporada de inverno 2008, quando apresentou seu último desfile no Fashion Rio, Layana Thomaz acaba de voltar ao mundo da moda com o seu mais recente projeto, ALOJA, prevista para abrir as portas em abril, em Brasília. “A ideia é ter uma loja itinerante, que pode ser montada em qualquer lugar que seja confortável”, explica a estilista carioca, durante uma tarde ensolarada, em seu apartamento, que também funciona como ateliê, em Copacabana. “Eu amo o meu trabalho. Não quero ser apenas uma notícia. Quero ver as pessoas realmente usando o que eu faço”, continua a criadora, que deve ficar na capital federal por 20 dias. Ainda em 2012, ela pretende levar o projeto para as seguintes cidades: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo.
Cautelosa, a designer conta que desta vez quer fazer tudo com mais calma, tanto que a primeira coleção, inspirada em formas geométricas simples, como o quadrado, o círculo e o retângulo, está disponível somente no espaço pop-up. “Não quero ser a estilista do momento e muito menos a queridinha de alguém”, comenta Layana, que investiu em peças masculinas, infantis e acessórios feitos com material reciclado de barcos a vela, provenientes da parceria que fechou com o Projeto Grael, dos atletas Torben e Lars Grael.
Aos 35 anos, ela já é dona de uma longa trajetória. Aos 12 anos, iniciou sua carreira como modelo, fotografando catálogos. Durante a primeira metade da década de 1990, trabalhou com as marcas mais importantes do planeta. Com apenas 1,73 cm, Layana foi escalada para cruzar as passarelas das grifes Prada, Valentino, Dolce & Gabbana, Cacharel e Chanel, para qual estrelou campanhas. “Eu era muito tímida. Fazia o meu trabalho e pronto. Além de estilista hype, ela também atuou como figurinista, chegando a bater cartão no extinto programa global Os Normais. “Eu não sabia que tinha talento para moda, mas eu fazia umas produções bacanas. Nunca fiz um curso de estilismo – me formei em jornalismo. Só tive aulas particulares de desenho, porque o meu era horrível. Agora sei que nasci para isso”, finaliza.

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