Logo após ingerir o grão, o pássaro defeca abaixo dos pés de café. Esse material é recolhido e colocado para secar. ¿Depois de seco, os grãos são separados a mão, um a um, para só então serem torrados¿, disse Léo Moço. O tempo desde a colheita até a torra do café dura, em média, 25 dias. Por conta desse trabalhoso processo, o quilo do grão Jacu Bird custa R$ 420. ¿A xícara custa, em média, de R$ 8 a R$ 12¿, afirmou.
Até o modo de preparo do café é requintado: Léo passa o líquido num coador feito com fios de ouro. ¿Ele não enferruja e não usa papel, o que é mais ecológico. Com isso também consigo tirar as notas mais saborosas do café¿, explicou o barista. O grão é produzido somente na sua propriedade, a fazenda Camocim, que fica na divisa de Minas Gerais com o Espírito Santo. A produção anual média é de 2 toneladas, na safra que vai de março a setembro. Os interessados em comprar o café podem acessar o site da fazenda: www.cafecamocim.com.br.
Em tempo: durante a conversa entre a repórter e o barista, uma cliente apanhou uma das sementes do café ¿in natura¿ (ou seja, ainda misturadas às fezes do pássaro) e comeu, pensando se tratar de um ¿petisco¿. Ao ser advertida do que se tratava o ¿petisco¿, ela levou com bom humor ¿ o que rendeu boas risadas aos que acompanharam a cena.
Extraído de: http://moda.terra.com.br/modacarioca/radar-fashion/noticias/0,,OI5795818-EI20168,00-Cafe+mais+caro+do+mundo+e+servido+no+Fashion+Rio.html